sábado, 28 de setembro de 2013

Divino

O mal da nação é a religião,
o mal da religião é a nação
Nos baseamos em  histórias e contos,
pelos quais lutamos,
brigamos
Definimos-nos sobre imensos conceitos pré-formados e pré-ditos,
nos construímos sobre morais anacrônicas
e imorais
Glorificamos o ato divino, e nos entreolhamos,
esquecendo da nossa divindade
Somos deuses, somos demônios
Somos humanos

Felicidade

Demorei a entender, não o significado,
mas o sentido da vida
pelo que se vale a pena lutar,
pela felicidade de viver pela tranquilidade.

Eu por você

Não me importo que o mundo seja louco
vou domar e te dar
não me preocupo com os fantasmas que assombram minha alma
tenho seu espirito vivo para me acalentar
Seu corpo vivaz que seduz meus desejos,
me fazem desprezar os objetos do meu entorno do vazio social,
seu afeto que me acostuma,
mata todo peso posto em minha vivencia
Você define toda a vontade da minha carência.

Envelhecer

Por mim não sentem mais desejo 
não desejo
As vezes sim, um pouco de não
as vezes quero descansar 
e dói
A dor machuca
A briza antes deliciosa 
agora congela 

Filho

Coragem, meu filho
não te ensinei a amar, nem mesmo a lidar
te dei palavras,
não te dei amor
Confias em mim, mesmo que não estejas aí
baseie-se em mim, no imaginativo
cuidado com a vida
Vamos meu filho,
não chores
seja o ombro onde possam chorar
Não minta, não sinta
seja a vida
indefinível, inconfundível.
É melhor que sinta,
que sofra, que chore
É melhor que se arrependa, que aprenda
é melhor que se deseje,
que seja
Melhor que conheça suas lagrimas,
entenda seu pranto
É melhor que se iluda, em um doce encanto
é melhor que se quebre, que você se enxergue
que exagere.
É uma pena esperar do outro,
acreditar
estou cansado, martirizado
a dor chega como uma amiga, afaga meu peito quase carinhosamente
É pena, ter que sofrer
não mais acreditar
um peso leve, constante
pesado apenas para banir um sorriso e
não pesado o bastante, para se desvanecer em um pranto
É pena.